O padrão AA é uma solução ou material de referência utilizado na calibração e no controle da qualidade de análises por espectrometria de absorção atômica. Ele permite relacionar a absorbância à concentração do elemento presente na amostra.

Para selecionar corretamente, informe elemento, concentração, matriz ácida, volume, técnica de atomização e método. Quando a aplicação exigir incerteza e rastreabilidade declaradas, confirme a disponibilidade de material de referência certificado (MRC).

O que é absorção atômica?

A técnica mede a absorção de radiação por átomos no estado gasoso. Uma fonte de linha, normalmente uma lâmpada específica do elemento, emite radiação no comprimento de onda selecionado. O sistema de atomização converte o analito em átomos livres e o detector mede a redução da intensidade.

Fonte, comprimento de onda, corrente da lâmpada, largura de fenda, atomizador e corretor de fundo devem ser configurados conforme o elemento e o método.

Absorção atômica com chama

Na chama, a solução é aspirada, nebulizada e conduzida ao queimador. É uma configuração adequada para análises rotineiras em faixas compatíveis com sua sensibilidade. Tipo de chama, vazão dos gases, altura e posição do queimador influenciam a resposta.

Acidez, viscosidade, sólidos dissolvidos e solventes podem alterar aspiração e nebulização. Padrões, brancos e amostras devem apresentar matrizes comparáveis sempre que possível.

Forno de grafite

No forno de grafite, um pequeno volume é introduzido em tubo de grafite e submetido a etapas programadas de secagem, pirólise e atomização. A técnica oferece maior sensibilidade e utiliza volumes reduzidos, porém exige controle rigoroso do programa térmico, injeção, tubo e matriz.

Modificadores de matriz podem estabilizar o analito durante o tratamento térmico ou facilitar a remoção de interferentes antes da atomização. O tipo e a quantidade devem seguir método validado.

Geração de hidretos e vapor frio

Para determinados elementos, métodos podem utilizar geração de hidretos. Mercúrio pode ser determinado por técnica de vapor frio. Reagentes, estados de oxidação e condições de reação precisam ser controlados, e os padrões devem ser preparados na forma e matriz previstas no procedimento.

Como construir a curva de calibração?

Soluções de concentrações conhecidas são medidas dentro da faixa de trabalho. O branco representa a matriz sem o analito e os níveis da curva devem abranger as amostras sem extrapolação indevida.

  • Prepare os níveis com pipetas e recipientes adequados;
  • Mantenha matriz ácida comparável;
  • Avalie linearidade e resíduos, não apenas o coeficiente de correlação;
  • Inclua verificação de fonte independente quando aplicável;
  • Recalibre ou dilua quando a amostra estiver fora da faixa.

Padrões monoelementares e multielementares

Padrões monoelementares facilitam curvas específicas. Misturas podem reduzir etapas, desde que analitos, concentração e matriz sejam quimicamente compatíveis. Nem toda combinação é estável; precipitação, volatilidade, adsorção e mudança de estado de oxidação devem ser consideradas.

Compatibilidade da matriz

Padrões para AA podem ser fornecidos em ácido nítrico, clorídrico ou outras matrizes. O ácido mantém o analito estável, mas também influencia transporte, atomização e interferências. A solução estoque não deve ser diluída automaticamente apenas com água se o método exigir acidez final controlada.

Quando a matriz da amostra não pode ser reproduzida, diluição, adição de padrão ou modificadores podem ser avaliados conforme o método.

Interferências em absorção atômica

  • Espectrais: absorção ou emissão de espécies próximas à linha do analito;
  • Fundo: absorção molecular e espalhamento;
  • Químicas: formação de compostos pouco voláteis;
  • Ionização: redução da população de átomos neutros;
  • Transporte: diferenças de viscosidade, aspiração ou nebulização.

Linha analítica, chama, corretor de fundo, preparo, correspondência de matriz e agentes de ionização ou liberação devem seguir o procedimento. O padrão, sozinho, não elimina interferências.

Controle de contaminação e preparo

Água, ácidos, recipientes e utensílios precisam apresentar pureza compatível com a concentração medida. Em níveis baixos, contaminação do branco pode definir o desempenho do método.

  • Use alíquotas sem devolver excedente ao frasco estoque;
  • Identifique lote, validade e data de preparo;
  • Armazene conforme certificado e ficha de segurança;
  • Avalie estabilidade das soluções diluídas;
  • Separe materiais usados em amostras concentradas.

Controle de qualidade

Branco, verificação de calibração, material de controle, fortificação e duplicata ajudam a acompanhar exatidão, precisão, contaminação e deriva. Os limites devem seguir método, validação e sistema da qualidade.

O limite instrumental não deve ser confundido com o limite do método, que também depende de preparo, diluição, massa ou volume, branco e recuperação.

Padrão analítico, MR ou MRC?

Um padrão analítico pode ter concentração declarada. Um MR deve ser suficientemente homogêneo e estável. Um MRC acrescenta valores certificados, incerteza e rastreabilidade. Confirme a classificação no certificado do produto e lote.

Como solicitar um padrão AA?

  • Elemento ou lista de elementos;
  • Concentração e matriz ácida;
  • Volume da embalagem;
  • Técnica: chama, forno, hidretos ou vapor frio;
  • Método ou norma;
  • Padrão único, mistura ou modificador;
  • Exigência de MR, MRC ou padrão analítico.

Perguntas frequentes

O mesmo padrão serve para chama e forno?

A solução estoque pode ser aplicável a ambas, mas concentrações de trabalho, matriz, modificadores e preparo normalmente diferem. Confirme o método.

Posso preparar a curva diretamente do frasco original?

É recomendável transferir uma alíquota para recipiente limpo, evitando contaminar a solução estoque. Faça diluições com material volumétrico adequado.

Certificado de análise significa que é MRC?

Não necessariamente. Verifique se o documento declara valor certificado, incerteza e rastreabilidade metrológica.

Marcas de padrões AA distribuídas pela Quimigol

A Quimigol é distribuidora Inorganic Ventures no Brasil, oferecendo padrões elementares e soluções para calibração e controle em absorção atômica.

A Quimigol também é distribuidora SCP Science no Brasil, com padrões PlasmaCAL, misturas, soluções de controle e opções para diferentes técnicas de análise inorgânica.

Como distribuidora CPAchem no Brasil, a empresa fornece padrões de catálogo e consulta de formulações personalizadas, conforme matriz, concentração e viabilidade técnica.

Padrões AA na Quimigol

A Quimigol fornece soluções monoelementares, misturas, materiais de controle e MRC de fabricantes especializados. Solicite uma cotação informando elemento, concentração, matriz, volume, técnica e documentação necessária.

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